14.4.07

I do

Aceito toda e qualquer celulite que aterrise nas curtas pernas
Todo e qualquer mal estar gerado pela incapacidade de ser social
Aliás, aceito dar prosa se for de meu instinto
Darei palmas as minhas pedras renais
E farei delas o meu tempo dado à dor
E de sofrer em sofrer construirei a transgressão
Não aquela que achava ser feita de tatuagens e
Discussões ideológicas
A outra que ainda nem sei
Mas que parece ser mais sobre dar o não
E sobre digerir todas as escolhas
As que eu fiz e as que eu tive de comungar
Sem heroísmo nenhum dar à luz a gravidez
Enfrentar o reconhecimento por ser como todas as outras
E aceitar a inabilidade em cuidar de todos os outros
Nem sempre se pode com o afeto
Aceito os insuportáveis avisos da criatividade negada
Aceito o despreparo ao futuro
A anti-beleza que me persegue nos cabelos
E o fim do embate com a feminilidade
A quero como nunca
Assim como me despeço das obrigações inventadas por eu mesma
Amém.

L.

1 Comments:

Blogger Gabi David said...

Lindo, lindo, lindo!!!!

4:00 PM  

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