Estrela Solitária O céu de Suely Scoop O maior amor do mundo




Vi quatro filmes neste fim de semana. Scoop ( Woody Allen), uma comédia com a deusa Scarlet Johanson, ela é uma diva, assim como foi Sofhia e Brigitte ou Rita. Não é somente a beleza, é o encantamento que ela nos causa. Está muito bem no filme, que é divertido e Woody (sim estou íntima), continua o ator de sempre, adoravelmente neurótico.
O que me irrita e quando eu digo que Uberlândia me sufoca, é eu ir na locadora tentar ver alguns antigos que ainda não vi do Woody. E não tem porra nenhuma. Esta é a cidade dos preguiçosos e para meu lamento dos que não sabem o que perdem ao não conhecer a obra de Woody. Vai logo para os botecos, sentem nas cadeiras e tomem cerveja.
E vá com a calça skinny, o salto alto, o cabelo pranchado com pequenas mechinhas loiras e discuta da vida alheia. Aparente ser rica e pense no cara na mesa da frente. Será que o carro dele é o modelo mais novo? Será que ele está afim de mim ou de minha amiga, aqui os caras acham que podem comer a turma inteira. Uma a uma. E elas acham que devem ser comidas não porque é bom mas porque não há nada mais para fazer. Se transa por puro tédio. Está vendo, vá ao cinema e tenha assunto.
No sábado de manhã, assisti ao belíssimo “Estrela Solitária” ( Wim Wenders). Gostei porque é muito bem filmado, lances inusitados e o Sam Shepard está tão decadente que dá vontade de abraçá-lo. A história de um ator de Hollywood super infeliz e solitário é ótima, porque em tempos de babado.com.br, em que a gente vê o casal Jolie-Pitt esbanjando milhões e filhos, a gente começa acreditar que nossa vida é pequena demais. Não é nada, vai ver que ela é uma mulher tão chata como nós, vai ver que ele não passa de um gala viciado em remédios para emagrecer e que os dois juntos não passam de um casal monótono que só sabem falar o quanto seus filhos são perfeitos. Uma forma sutil de dizer “nós somos pessoas maravilhosas, olham nosso rebento”. O filme não deixa lição de moral nenhuma, ainda bem. Todo filme americano precisa encerrar com algum provérbio tipo: “o amor sempre vence”.
Os outros dois são nacionais e excelentes, “O céu de Suely” (Karim Aïnouz) e “O maior amor do mundo”, Caca Diegues. Chorei muito nos dois. Ambos me lembraram da estética de “Central do Brasil”, filme que amei pela sutileza e respeito com o vazio que carregamos, aquele existencial que nunca se preenche. E nunca se acaba. Aquele que nos comove e nos direciona. Quando não nos desorienta.
No filme de Caca (SOU INTIMA SIM)... Antonio, é a personagem que nos conduz, ele descobre ter poucas semanas de vida, com um câncer incurável e progressivo restam-lhe poucas semanas e ele volta ao Brasil em busca de sua identidade ( ele é adotado), neste caminho, como sempre nos filmes de Diegues, a favela, as expressões artísticas e o desespero por não saber se a vida é realmente possível. Mas fica claro, no final surpreendente do filme, que ela é mais que possível, é divinamente nonsense. E isto é a graça. Para eles né, aqui no dia-a-dia o imprevisível me dá um puta medo.
Já o “Céu de Suely”, é lindo demais. Nem vou falar muito porque vale a pena alugar e ir desvendando quem é Hermila. Vou só colocar o básico: ela engravida de um namorado e juntos vão para SP. Ela volta para sua cidadezinha no interior do Ceara com o filho e espera o marido vir, ele nunca volta. E ela precisa sobreviver... quando decide rifar na cidade uma noite com ela. Seu desejo é pegar o dinheiro e ir para o lugar mais longe possível. A atriz manda muito bem e a historia é muito original e o que eu mais gostei é ver esta mulher querendo sair pelo mundo, custe o que custar. Sem regras ou alternativas melhores ela se convence de que pode sair dali.
Assim como a poesia, tem horas que um filme me salva.
Os outros dois são nacionais e excelentes, “O céu de Suely” (Karim Aïnouz) e “O maior amor do mundo”, Caca Diegues. Chorei muito nos dois. Ambos me lembraram da estética de “Central do Brasil”, filme que amei pela sutileza e respeito com o vazio que carregamos, aquele existencial que nunca se preenche. E nunca se acaba. Aquele que nos comove e nos direciona. Quando não nos desorienta.
No filme de Caca (SOU INTIMA SIM)... Antonio, é a personagem que nos conduz, ele descobre ter poucas semanas de vida, com um câncer incurável e progressivo restam-lhe poucas semanas e ele volta ao Brasil em busca de sua identidade ( ele é adotado), neste caminho, como sempre nos filmes de Diegues, a favela, as expressões artísticas e o desespero por não saber se a vida é realmente possível. Mas fica claro, no final surpreendente do filme, que ela é mais que possível, é divinamente nonsense. E isto é a graça. Para eles né, aqui no dia-a-dia o imprevisível me dá um puta medo.
Já o “Céu de Suely”, é lindo demais. Nem vou falar muito porque vale a pena alugar e ir desvendando quem é Hermila. Vou só colocar o básico: ela engravida de um namorado e juntos vão para SP. Ela volta para sua cidadezinha no interior do Ceara com o filho e espera o marido vir, ele nunca volta. E ela precisa sobreviver... quando decide rifar na cidade uma noite com ela. Seu desejo é pegar o dinheiro e ir para o lugar mais longe possível. A atriz manda muito bem e a historia é muito original e o que eu mais gostei é ver esta mulher querendo sair pelo mundo, custe o que custar. Sem regras ou alternativas melhores ela se convence de que pode sair dali.
Assim como a poesia, tem horas que um filme me salva.

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